11 de mai de 2013

E de repente você olha pro nada e percebe quanta falta faz um ombro amigo. Alguém que sente do seu lado e te escute. Ou que simplesmente fique quieto, te amando através dos olhos, que atentos acompanham as palavras saírem de sua boca. Mas aonde estão os amigos depois que as luzes da cidade se apagam? Depois dos sorrisos mútuos e abraços compartilhados? Após a tempestade o que resta de nós? O que há de bonito no corpo envelhecido e vazio? No chão gelado do quarto resta o silêncio e uma súplica. Peço chuva em forma de versos. Peço por alguém me escute mesmo no meu silêncio. Preciso tanto de você Senhor, agora, nesse instante.

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