29 de jun de 2012

Desapaixonar

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Meu coração pede descanso, por tempo prolongado. Está ferido,cabisbaixo. Depois de tantas decepções ele me olha e suplica por férias. Não há mais motivos para prolongar algo que não caminha, ficarei sempre aqui? meus pés estão dormentes de tanto ficarem esperando atitudes utópicas. É tempo de olhar mais para mim, e desviar os olhos de algo que me faz sofrer tanto. Estou cansada de todas as noites ter que enterrar a cabeça no travesseiro,procurando um refúgio para me esconder desse fantasma que me atormenta. Já afirmei estar triste,é uma tristeza velada,mas não recalcada. Está inflamando-me a cada suspiro,e preciso beber um pouco de paz para aliviar os pulmões. Respiração rarefeita esta dos desiludidos, sempre aspirando o que não lhe pertence. Um mundo inteiro resumido em um par de olhos ardentes. E tudo ao redor se torna fundo, apenas aquele almejado ser fica em primeiro plano. Um vislumbre melancólico e o horizonte se derrete no rio da vida, somos apenas pó e não há tantas horas disponíveis para mais uma decepção. Fiz minha escolha, desapaixonar-me-ei de tudo aquilo que me oprime. Quero asas,não algemas. Quero céu azul e menos terra vermelha. Tantas cores e eu aqui,contemplando a fuligem do cinza. Sei o quanto será difícil, mas seguirei acreditando. Haverá um pôr do sol para contemplar logo a frente. Mas sem criar expectativas, apenas vivendo cada milésimo de segundo em sua apaixonada vastidão de paz!

Um comentário:

Alexandre Lucio Fernandes disse...

Às vezes nos cansamos e queremos nos extrair de tudo o que nos suga. E amor, por vezes nos deixa presos, nos afoga em utopias. É preciso desapaixonar e libertar o coração de dores desnecessárias. É preciso tirar férias...

Beijo!