29 de fev de 2012

Simplesmente Ame.

Quando eu era criança as pessoas não me deixavam chegar perto de borboletas.Era uma tristeza ver aqueles belezinhas voarem e não poder me aproximar delas.Diziam que elas laçavam um pozinho que poderia até cegar caso caíssem nos olhos.Imagina eu me aproximar de algo que iria ferir meus delicados olhinhos?Eu acreditava verdadeiramente nesse engano,minha ingenuidade estava em plena forma.E hoje,enquanto contemplava o céu rósea azulado percebi como as coisas misteriosas e incertas tem uma capacidade delirante de nos fascinarem e nos repelirem ao mesmo instante.E agora,não são mais as borboletas que me deixa intrigada.Com o passar dos anos esse mito foi ressecando e agora é apenas um conto cômico da minha infância.Mas tomou de mim o deslumbramento de contemplar minhas pequenas butterflies.O medo me privou de algo tão bonito e simples.E nessa nostálgica tarde percebi que não posso me permitir cometer o mesmo erro do passado.Diferente de borboletas,o que me fascina e me assusta é o simples e sublime fato de ser amada.Parece irônico uma romântica fazer tais declarações,mas é isso que me intriga.Hoje,dizem que amar alguém e ser amado é algo muito arriscado.Entregar-se para alguém é realmente um desconhecido que bate em nossa porta vez por outra.Mas quando alguém sente o mesmo que você,e o coração dos dois refletem todo esse apreço indefinido e puro,o que ambos devem realmente fazer?Estou tão acostumada a viver meus volúveis romances sozinha que não estar abandonada no platônico me deixa totalmente desconfiada e perplexa.Mas entusiasticamente feliz.As pessoas dizem que o amor é cego,e basta apenas um pouquinho dessa poeira em nossos olhos para nos deixar cegos de paixão.O que farei dessa vez?Posso desistir de viver esse doce e sublime amor,ou simplesmente esperarei que as coisas se encaixem com perfeição no tempo certo.Que as borboletas repousem se demorem na ponta do meu nariz e eu feche mansamente os olhos,para aos poucos ir abrindo-os...até que consiga vê-la inteiramente.Não podemos fugir daquilo que nos fascina,das cosas que fazem nossa alma mais branda e alegre.Daquilo que nos aproxima de Deus e da simplicidade da vida.Que o medo de ficarmos cegos não nos impeça de ver a realidade das coisas.Correr riscos é axial para progredirmos na caminhada.Por isso a ousadia deve ser nossa amiga e apostar todos os nossos espólios é as vezes a única maneira de alcançarmos o nosso objetivo.Dessa vez não quero cometer o mesmo erro e deixar meu amor ir embora.Ficarei.Esperarei.Amarei.Mas eu quero viver o presente.Carpe Diem.Fico.Espero.Amo!E eu agora sei como a gente sabe que as borboletas sempre aparecem,que o meu querido já está a minha espera para me cobrir do seu gentil amor.Um conselho?não deixe de viver as melhores coisas da sua vida,por medo delas não serem como você almejava.Elas realmente podem ser decepcionantes,mas também podem ser incrivelmente maravilhosas e inesquecíveis.

2 comentários:

Alexandre Lucio Fernandes disse...

Claro, é sempre bom estar disposto a sentir tudo nos mínimos detalhes. É importante viver, não hesitar em buscar estes momentos tão plenos que inflam a alma com sensações de conforto. Simplesmente amar. É o que há. As cores vêm, a poesia pela porta entra...

Lindo!!

Beijo!

Heitor Lima disse...

Post massa, mana. Também me contaram essa história das borboletas quando eu era criança. Morria de medo de escontar nelas D:
Fiquei feliz com a sua resposta. Vamos manter contato forever agora! oiaioaoiaoiaoiaia' Você tá na UECE, que bom! \õõ Eu tô na UFC :P
A gente precisa marcar de se ver um dia :X
Ah, mana, tem tag pra você no meu blog!
Até mais ;*